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Facebook processa desenvolvedor de aplicativos por ‘antivírus’ cheio de Malware

O Facebook está indo atrás de desenvolvedores de aplicativos mais obscuros por abusarem de sua plataforma. A empresa de mídia social entrou com uma ação contra dois desenvolvedores de aplicativos que, segundo ela, usou aplicativos Android cheios de malware para participar de "fraudes por injeção de cliques". De acordo com o Facebook, o desenvolvedor usou malware embutido em seus aplicativos Android para falsificar cliques em anúncios para ganhar dinheiro com usuários desavisados ​​que baixaram seus aplicativos. Este processo é o exemplo mais recente do Facebook que persegue agressivamente desenvolvedores de aplicativos obscuros que quebram suas regras na esteira do Cambridge Analytica. Mas ao contrário do Cambridge Analytica, que usava dados do Facebook ilicitamente obtidos a partir de um aplicativo de teste de personalidade, parece que esses desenvolvedores estavam tentando uma boa fraude antiquada. Os aplicativos em questão vieram da JediMobi, de Cingapura, e da LionMobi, desenvolvedora de Hong Kong, e são comercializados como aplicativos de calculadora e antivírus. Mas eles também "instalaram malware projetado para interceptar dados relacionados a anúncios e injetar cliques falsos para enganar a rede de público-alvo do Facebook e a AdMob do Google e creditar aos aplicativos cliques falsos que não ocorreram", segundo o processo.

Os dois aplicativos, "Power Clean - Aplicativo Antivírus e Limpeza de Telefone" e "Calculadora Plus", foram instalados milhões de vezes, de acordo com suas listagens na Play Store do Google. Ambos os aplicativos ainda estavam disponíveis no momento da publicação. O Google não respondeu imediatamente a uma solicitação de comentário. O Facebook não disse quanto dinheiro os desenvolvedores de aplicativos fizeram com esses esquemas, mas foi aparentemente lucrativo. Durante um período de dois meses em 2018, o aplicativo "calculadora" gerou mais de 40 milhões de impressões de anúncios e 17 milhões de cliques, de acordo com o processo. O suposto aplicativo antivírus gerou cliques falsos por meio da AdMob do Google. A fraude de anúncios não é novidade, e esse tipo de esquema tem sido predominante na Google Play Store há anos. Mas o fato de o Facebook estar processando ambos os desenvolvedores, além de carregá-los de sua plataforma, sinaliza o quanto a empresa leva mais a sério os desenvolvedores de aplicativos que quebram suas regras. A empresa processou anteriormente um desenvolvedor de aplicativos sul-coreano que se recusa a cooperar com sua investigação sobre suas políticas de dados. "Nosso processo é um dos primeiros de seu tipo contra essa prática", disse Jessica Romero, diretora de fiscalização de plataformas do Facebook, em comunicado. "O Facebook detectou essa fraude como parte de nossos esforços contínuos para investigar e impedir o abuso por desenvolvedores de aplicativos e qualquer abuso de nossos produtos de publicidade."

ATUALIZAÇÃO: 7 de agosto de 2019, 9h43 PDT Em comunicado, a LionMobi, desenvolvedora do aplicativo "Power Clean", culpou um "SDK de terceiros" por fazer com que seu aplicativo violasse as regras do Facebook. "Em dezembro de 2018, a LionMobi percebeu que parte do SDK de terceiros integrado pode levar a violações de políticas", disse a empresa. "Assim que possível, investigamos o SDK de terceiros integrado aos produtos LionMobi e removemos todos os SDKs de terceiros que possam ser suspeitos de violar a política." A LionMobi respeita e cumpre as estratégias e políticas do Facebook em relação à monetização de aplicativos. "