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Pesquisadores descrevem como os impactos de asteróides criaram fontes de água corrente sob a superfície de Marte

Pesquisadores analisaram meteoritos marcianos vulcânicos que os ajudaram a encontrar dados sobre a formação de fontes de água fluidas causadas devido a impactos de asteróides no início de Marte. A equipe de pesquisadores, ou como a Phys.org os chamou de equipe de “CSI marciano”, simulou a jornada de meteoritos à Terra, que começou quase 1,4 bilhão de anos atrás no Planeta Vermelho.

O trabalho de pesquisa, publicado na Science Advances, detalhou como os pesquisadores usaram a difração de retrodispersão eletrônica, uma técnica que emprega microscópio eletrônico para analisar estruturas cristalinas e policristalinas, para estudar ‘nakhlites’, ou seja, os meteoritos marcianos. Os meteoritos foram encontrados pela primeira vez em El Nakhla, no Egito, e foram os primeiros do gênero a cair na Terra em 1911. O estudo foi capaz de descobrir os locais mais prováveis onde os asteróides poderiam ter atingido o planeta vermelho milhões de anos atrás. Esses impactos formaram crateras enviando rochas vulcânicas da superfície do planeta para o espaço, que chegaram à Terra. Os meteoritos mostraram evidências de água corrente que existia quase 633 milhões de anos atrás em Marte. Os pesquisadores foram capazes de descobrir o processo que causou a formação dessas fontes de água.

Através do efeito de difração por retrodispersão, os pesquisadores estudaram a estrutura cristalina das rochas que mostraram diferentes padrões de orientações e deformações. O padrão de deformação correspondeu à classificação das veias atmosféricas que criaram fluidos em Marte. Isso deu aos pesquisadores evidências de dois grandes eventos de impacto que ocorreram 633 milhões de anos atrás e 11 milhões de anos atrás, respectivamente. O primeiro impacto, devido ao seu tamanho e calor, derreteu o gelo sob a superfície marciana, que reagiu com as rochas vulcânicas e criou rochas com estruturas cristalinas alteradas por causa dos sistemas hidrotérmicos. O segundo impacto lançou essas rochas ao espaço ao longo de uma trajetória em direção à Terra. A pesquisa lança luz sobre a formação da paisagem marciana e alguma idéia de onde os nakhlitas podem ter se originado, ou seja, locais das crateras de impacto. A pesquisa foi liderada pelo Dr. Luke Daly, pesquisador associado em Ciência do Sistema Solar na Escola de Ciências Geográficas e da Terra da Universidade de Glasgow.

Via Mashable